mamoplastia de aumento

A cirurgia de aumento das mamas é um dos procedimentos plásticos mais realizadas no Brasil e no mundo graças à recente evolução dos implantes e da técnica cirúrgica. A grande variedade de formatos e projeções dos implantes permite a obtenção do resultado adequado para todos os tipos de pacientes.

A decisão de aumentar as mamas leva a um grande leque de possibilidades, que serão esclarecidas pelo cirurgião plástico durante as consultas.
Existem alguns pontos que devem ser decididos em conjunto pela paciente e pelo cirurgião no pré-operatório. Entre eles podemos destacar a via de acesso, a posição do implante e o tipo de implante.

Qual a localização da cicatriz?

Existem três possibilidades de posicionamento da cicatriz para a colocação do implante de silicone: sulco inframamário, periareolar e axilar. É importante salientar que todas as cicatrizes serão visíveis em algum momento, e que a maioria delas evolui favoravelmente.

A via de acesso mais comum é aquela localizada embaixo da mama. Sua maior vantagem é ser posicionada em uma dobra natural do corpo e ficar escondida dos olhos da paciente. Em algumas situações pode ser visível com a mulher deitada e com biquinis pequenos.
A segunda via mais utilizada é a periareolar, na qual a cicatriz fica na transição entre a aréola e a pele da mama. A cicatriz periareolar só é visível com a paciente sem roupas. Sua principal limitação depende do tamanho da aréola e do implante que se pretende colocar. Nem sempre é possível a passagem de implantes muito volumosos em aréolas pequenas.
A última cicatriz é a axilar, na qual a prótese é introduzida através de uma incisão posicionada em uma prega natural dentro da axila. Sua grande vantagem consiste na ausência de cicatrizes na mama. Quando se utiliza essa via é necessário o uso de uma faixa de contenção para impedir a subida do implante por conta do maior descolamento necessário para a passagem da prótese.

O plano de colocação do implante é decidido na consulta pré-operatória e depende fundamentalmente da espessura do tecido mamário que a paciente apresenta. Através da medição realizada com um paquímetro, o cirurgião indica o plano mais adequado. Entre os planos, podemos citar o subglandular, subfascial e retromuscular.

No plano subglandular o implante se localiza atrás da glândula mamária. Sua maior vantagem é o menor grau de desconforto após a cirurgia. É indicado para pacientes que possuem tecido mamário espesso e com pouca flacidez.

No plano subfascial o cirurgião posiciona o implante abaixo de uma membrana do músculo peitoral, acrescendo mais uma camada de cobertura para a prótese, tornando a mesma menos visível. O plano retromuscular (abaixo do músculo) é usado em pacientes que não tem tecido mamário suficiente para camuflar o contorno do implante. Nesse caso o desconforto após a cirurgia é maior, e a mobilidade do implante também. Não existe consenso se uma prótese colocada abaixo do músculo tem resultado mais natural do aquelas colocadas sob a glândula ou a fáscia.

A terceira decisão a ser tomada em conjunto é relacionada ao formato e volume da prótese. A vontade da paciente é muito importante, mas não é tudo para definir o volume. Durante a consulta o cirurgião plástico faz algumas medições como a largura do tórax, da mama e a espessura do tecido mamário. O volume do implante não é o objetivo da cirurgia, e sim uma consequência das medidas previamente citadas.

Quando consideramos o formato do implante temos dois grandes grupos de próteses: redondos e anatômicos. A diferença básica entre os implantes está na distribuição de volume. Os implantes redondos dão mais volume na parte de cima da mama, propiciando um colo mais projetado. Os anatômicos têm mais volume e projeção na porção inferior da mama e podem dar um resultado mais natural. A decisão sobre o formato é muito pessoal e deve ser feita após as considerações sobre o resultado desejado.

Quando todos esses pontos são observados o resultado da cirurgia é extremamente satisfatório para as pacientes e apresenta resultados duradouros.